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Esperança para Alzheimer: bloquear proteína reverte danos

Nova pesquisa mostra que bloquear a proteína PTP1B pode reverter danos do Alzheimer. Entenda a conexão entre diabetes, obesidade e a doença neurodegenerativa.

Esperança para Alzheimer

Pesquisadores da Cold Spring Harbor Laboratory identificaram uma abordagem inédita contra o Alzheimer. Ao bloquear a proteína PTP1B, equipe liderada por Nicholas Tonks observou recuperação de memória em camundongos, abrindo nova frente contra uma doença que atinge 55 milhões de pessoas no mundo.

Como funciona a estratégia inédita

A descoberta publicada esta semana no periódico Nature Neuroscience revela que inibir PTP1B (proteína conhecida desde 1988) ativa uma limpeza celular no cérebro. A proteína SYK, regulada pela PTP1B, comanda microglia — células que removem detritos como placas de beta-amiloide (Aβ), o principal marcador do Alzheimer.

‘Quando bloqueamos PTP1B, as microglias recuperam a capacidade de eliminar o Aβ’, explica Yuxin Cen, autora principal do estudo. Isso acontece porque a inibição da proteína reativa as células imunológicas do cérebro, que normalmente ficam inativas durante a doença.

Conexão com diabetes e obesidade

Um dado inesperado: PTP1B já era estudada para tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade, condições que aumentam em 50% o risco de Alzheimer. ‘Esses pacientes têm níveis elevados de PTP1B, o que pode explicar a ligação entre distúrbios metabólicos e declínio cognitivo’, afirma o neurocientista Steven Ribeiro Alves.

Por que essa abordagem é diferente

As terapias atuais focadas em reduzir placas de Aβ têm eficácia limitada. A inibição de PTP1B age simultaneamente em dois pontos: reduz a inflamação cerebral e estimula a limpeza do Aβ. ‘É como dar uma ‘reset’ no sistema imunológico do cérebro’, compara Tonks.

Próximos passos

A DepYmed, empresa parceira da pesquisa, desenvolve inibidores de PTP1B que já entraram em testes pré-clínicos. A ideia é combiná-los com medicamentos existentes para atacar o Alzheimer em múltiplas frentes. ‘Se confirmarmos a segurança, poderemos reduzir em até 60% o acúmulo de placas em estágios iniciais’, projeta Tonks.

Apesar do avanço, os pesquisadores alertam que testes em humanos podem levar cinco anos para começar. Mas a descoberta já muda o entendimento da doença, revelando uma ligação inesperada entre metabolismo e função cognitiva que pode levar a prevenções mais eficazes.

Matéria original: https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260429102037.htm

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