Dieta Mediterrânea e o Risco Reduzido de AVC
Mulheres que seguiram uma dieta no estilo mediterrâneo apresentaram menor risco de sofrer acidente vascular cerebral (AVC) ao longo de mais de 20 anos de acompanhamento. Além disso, esse padrão alimentar foi relacionado tanto à redução de AVC isquêmicos quanto hemorrágicos.
O Que Define a Dieta Mediterrânea?
A dieta mediterrânea enfatiza o consumo abundante de vegetais, frutas, leguminosas e peixes, além de gorduras saudáveis como o azeite de oliva. Ademais, ela restringe o consumo de produtos lácteos, carnes e alimentos ricos em ácidos graxos saturados.
“Nossos resultados reforçam as evidências crescentes de que uma alimentação saudável é fundamental para prevenir o AVC”, declarou Sophia S. Wang, PhD, autora do estudo e pesquisadora do City of Hope Comprehensive Cancer Center, na Califórnia. Além disso, ela destacou que poucos estudos grandes enfatizaram o impacto da dieta em AVC hemorrágicos.
Como o Estudo Acompanhou Mais de 100.000 Mulheres
O estudo incluíu 105.614 mulheres com idade média de 53 anos, sem histórico prévio de AVC. Cada participante respondeu a um questionário detalhado sobre hábitos alimentares no início da pesquisa. A partir disso, os pesquisadores atribuíram uma pontuação de zero a nove, conforme a aderência à dieta mediterrânea.
As participantes ganharam um ponto por consumir acima da média alimentos como cereais integrais, frutas, vegetais, leguminosas, azeite de oliva e peixes, e também por consumir quantidades moderadas de álcool. Além disso, receberam um ponto ao consumir menos carne vermelha e laticínios que a média populacional. Cerca de 30% obtiveram entre seis e nove pontos, enquanto 13% ficaram entre zero e dois.
Resultados do AVC em 21 Anos
Durante o acompanhamento de 21 anos, foram registrados 4.083 casos de AVC, dos quais 3.358 foram isquêmicos e 725 hemorrágicos. No grupo com maior pontuação de dieta mediterrânea, ocorreram 1.058 AVC isquêmicos, em comparação com 395 casos no grupo com menor pontuação. No que diz respeito ao AVC hemorrágico, foram 211 e 91 casos respectivamente.
Mesmo após ajustar fatores como tabagismo, atividade física e hipertensão, as diferenças permaneceram significativas. As mulheres com maior adesão à dieta mediterrânea tiveram 18% menos chances de sofrer qualquer tipo de AVC. Também apresentaram risco 16% menor para AVC isquêmico e 25% menor para AVC hemorrágico.
Importância dos Resultados e Limitações do Estudo
“O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade, portanto é muito promissor pensar que melhorar a alimentação pode reduzir o risco dessa doença devastadora”, afirmou Wang. Entretanto, ela ressaltou que mais estudos são necessários para confirmar esses achados e compreender os mecanismos envolvidos, abrindo caminho para novas formas de prevenção do AVC.
Uma limitação apontada foi que os dados alimentares foram auto-relatados, o que pode gerar imprecisões devido ao esquecimento ou erro na lembrança dos participantes.
Este estudo foi financiado pelo National Institute of Neurological Diseases and Stroke.
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Matéria original: https://www.sciencedaily.com/releases/2026/02/260209064310.htm







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