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5 Medicamentos Comuns que Podem Apresentar Riscos Ocultos, Alerta Especialista

Descubra os riscos ocultos de 5 medicamentos comuns vendidos sem prescrição. Aprenda como evitar dependência e efeitos colaterais perigosos.

5 medicamentos

Medicamentos vendidos sem prescrição podem ser perigosos

Muitas pessoas assumem que remédios vendidos sem prescrição são sempre seguros. Além disso, se é possível comprá-los em farmácias de rua ou supermercados, o risco parece baixo. Entretanto, a realidade é mais complexa. Muitos destes medicamentos carregam riscos reais de dependência, uso indevido ou danos quando tomados em doses superiores às recomendadas, por períodos prolongados ou para finalidades inadequadas.

Conheça 5 medicamentos que merecem atenção

1. Analgésicos à base de codeína

A codeína é um opioide usado para aliviar dores leves a moderadas e, em alguns casos, para suprimir tosses. Normalmente, combina-se com ibuprofeno ou paracetamol em produtos vendidos sem receita. Quando ingerida, o organismo converte a codeína em morfina, responsável pelo efeito analgésico.

Além disso, efeitos colaterais comuns incluem sonolência, constipação, náuseas e tontura. Em doses elevadas, a codeína pode diminuir a respiração e prejudicar a coordenação motora. Algumas pessoas são especialmente vulneráveis. Por exemplo, ultra-metabolizadores rápidos possuem uma variante genética que acelera a conversão da codeína em morfina, aumentando os riscos mesmo com doses padrão. Essa característica ocorre com maior frequência em indivíduos de origem norte-africana, do Oriente Médio e da Oceania.

Com o uso contínuo, o corpo pode desenvolver tolerância, ou seja, a mesma dose passa a aliviar menos a dor. Portanto, muitos aumentam a dose, elevando o risco de dependência física. Interromper o medicamento abruptamente pode causar sintomas de abstinência como ansiedade, inquietação, sudorese e dificuldades para dormir.

Para minimizar esses riscos, recomenda-se usar a codeína pelo menor tempo possível. No Reino Unido, a agência reguladora limita a embalagem a 32 comprimidos e sugere uso máximo de três dias para produtos sem prescrição.

2. Descongestionantes nasais

Os descongestionantes podem ser encontrados em comprimidos com pseudoefedrina ou em sprays e gotas nasais, como xilometazolina e oximetazolina. Eles atuam reduzindo o calibre dos vasos sanguíneos nas vias nasais, o que diminui o inchaço e a produção de muco.

Contudo, abusar dos sprays pode provocar congestão de rebote, conhecida como rinite medicamentosa. Com o tempo, o remédio perde eficácia — um fenômeno chamado taquifilaxia. Assim, os usuários entram em um ciclo de aumento do uso, piora da congestão e dependência.

Além disso, o uso prolongado pode prejudicar a mucosa nasal, causando ressecamento, sangramentos e até perfuração do septo nasal. Muitos usuários também desenvolvem dependência psicológica do spray. Por isso, o uso é recomendado por até três a cinco dias.

A pseudoefedrina possui efeito estimulante leve. Embora a evidência sobre melhora do desempenho esportivo seja inconsistente, essa substância consta na lista de substâncias proibidas em competições. Ademais, ela é usada ilegalmente na fabricação de metanfetamina, motivo pelo qual há controle rígido na venda desde uma revisão realizada em 2016.

3. Comprimidos para dormir

Prometazina e difenidramina são anti-histamínicos sedativos usados como auxiliares temporários para o sono. Pesquisas recentes indicam aumento no número de mortes associadas a esses medicamentos, levando a pedidos de revisão sobre sua disponibilização.

Além disso, a prometazina pode rapidamente gerar tolerância, exigindo doses maiores para efeito semelhante. Alguns usuários de longo prazo relatam insônia severa de rebote quando interrompem o medicamento.

Esses remédios também são usados recreativamente em misturas conhecidas por “purple drank”, que combinam xarope para tosse com prometazina e refrigerantes. Esse uso pode provocar sedação extrema, respiração lenta e danos graves.

Matéria original: https://www.sciencealert.com/these-5-common-medicines-can-carry-hidden-risks-expert-warns

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