Pular para o conteúdo

Proteína escondida no sangue aumenta risco de morte cardíaca

Nível elevado de lipoproteína(a) aumenta risco de eventos cardiovasculares mesmo com tratamento. Entenda os perigos ocultos dessa proteína genética.

lipoproteina

Um novo estudo revelou que pessoas com níveis elevados de lipoproteína(a) têm até 40% mais risco de sofrer ataques isquêmicos, mesmo quando já usam medicamentos para reduzir o colesterol ‘ruim’ (LDL). A pesquisa analisou dados de mais de 20 mil adultos com idade média de 65 anos, onde 7,3% sofreram eventos cardiovasculares graves durante o acompanhamento.

Por que Lp(a) é um perigo silencioso

A lipoproteína(a) é um composto genético que viaja pelo sangue carregando colesterol. Além de sua estrutura semelhante ao LDL, ela contém proteínas que aceleram a formação de coágulos. Isso a transforma em um risco duas vezes maior para doenças cardíacas do que o colesterol tradicional.

Teste raro, problema comum

Apesar de 1 em cada 5 brasileiros ter níveis altos dessa proteína, menos de 10% dos laboratórios oferecem o exame de rotina. ‘Muitos médicos sequer pedem esse teste’, explica o cardiologista Cheng-Han Chen, que participou da pesquisa apresentada no Congresso da Sociedade de Angiografia Cardiovascular.

Descoberta surpreende até especialistas

A análise mostrou que pacientes com lipoproteína(a) acima de 175 nmol/L tinham risco 28% maior de sofrer derrames e 22% mais chance de morte cardíaca. O efeito foi ainda mais forte entre pessoas que já tinham doenças cardiovasculares pré-existentes, indicando que a proteína alimenta crises mesmo com tratamento padrão.

Diferença crucial para pacientes

Enquanto o LDL responde bem a estatinas e mudanças no estilo de vida, a Lp(a) é resistente a essas estratégias. ‘Isso explica por que muitos pacientes continuam com risco mesmo seguindo todas as recomendações médicas’, afirma a equipe.

Novo horizonte para prevenção

Os resultados reforçam a importância de incluir o teste de lipoproteína(a) em check-ups cardíacos regulares. ‘Identificar essa vulnerabilidade genética pode salvar vidas’, conclui o estudo publicado esta semana, já que existem novos medicamentos em fase de testes que prometem reduzir especificamente essa proteína perigosa.

Matéria original: https://www.medicalnewstoday.com/articles/high-lipoproteina-levels-tied-persistent-cardiovascular-risk

Compartilhe

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.