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Droga Ilícita Pode Triplicar o Risco de AVC em Pessoas Jovens

Descubra como o uso de drogas ilícitas, especialmente anfetaminas, pode triplicar o risco de AVC em pessoas com menos de 55 anos. Entenda os riscos e proteja sua saúde.

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Riscos do uso recreativo de drogas para o AVC

A análise mais abrangente até o momento sobre o uso recreativo de drogas e o risco de acidente vascular cerebral (AVC) identificou três substâncias preocupantes – e uma delas pode quase triplicar o risco de ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro. Além disso, esse estudo traz novas evidências importantes para a saúde pública.

Estudo realizado na Universidade de Cambridge

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram que participantes que usam drogas como anfetaminas, cocaína ou cannabis têm maior probabilidade de sofrer um AVC do que aqueles que não usam essas substâncias. Portanto, esse comportamento representa um fator de risco considerável.

Quem utiliza anfetaminas enfrenta o maior risco, entretanto, a cocaína também apresenta um risco elevado. O uso de cannabis, por sua vez, mostrou um risco menor, porém significativo, próximo ao do consumo abusivo de álcool.

Dados e análise genética

Essa revisão sistemática avaliou dados de saúde de mais de 100 milhões de pessoas em estudos anteriores. Além disso, investigações adicionais baseadas em análises genéticas exploraram se os riscos de AVC associados ao uso de drogas refletem efeitos causais.

Segundo Megan Ritson, autora principal e pesquisadora da genética do AVC em Cambridge, os resultados fornecem “evidência convincente de que drogas como cocaína, anfetaminas e cannabis são fatores de risco causais para AVC.”

O impacto das anfetaminas

As anfetaminas, em especial, se destacam. Essas drogas são potentes e viciantes estimulantes do sistema nervoso que, por exemplo, são conhecidas popularmente como ‘meth’ ou ‘ice’.

Combinando dados de oito estudos anteriores, Ritson e colegas descobriram que o uso de anfetaminas mais que dobra o risco de AVC em adultos de todas as idades. Para pessoas com menos de 55 anos, o risco chega a quase triplicar.

Além disso, o uso recreativo de anfetaminas eleva o risco de AVC isquêmico (causado por coágulos) em 137% e o risco de AVC hemorrágico (ruptura de vasos) em 183%. Isso não significa que o usuário terá necessariamente um AVC, mas demonstra o aumento significativo do risco.

Riscos associados à cocaína

O risco relativo de uso de cocaína não fica muito atrás. Essa droga apresenta uma das maiores associações negativas à saúde, quase dobrando o risco de qualquer tipo de AVC e mais que dobrando o risco para AVC hemorrágico especificamente.

Em uma análise genética acompanhando o estudo principal, evidências adicionais indicam que o transtorno por uso de cocaína está relacionado causalmente a AVCs cardioembólicos e hemorragias intracerebrais, embora o mecanismo exato ainda não esteja claro.

Como as anfetaminas, a cocaína é um estimulante viciante do sistema nervoso central que pode causar picos de pressão arterial e constrição dos vasos, aumentando o risco de formação de coágulos com o tempo.

Uso de cannabis e risco de AVC

Comparado à cocaína e às anfetaminas, o risco relativo de AVC associado ao uso de cannabis é menor, mas ainda significativo. Estudos anteriores sobre cannabis e doenças vasculares apresentavam resultados controversos, entretanto, a análise atual sugere que o uso de cannabis está relacionado principalmente ao aumento do risco de AVC isquêmico.

Avaliando 19 estudos, os pesquisadores encontraram que o uso recreativo de cannabis está associado a um aumento de 16% no risco de AVC de qualquer tipo e 39% especificamente para AVC isquêmico. Em pessoas com menos de 55 anos, o risco cresce 14%.

Outras drogas e riscos

Curiosamente, a análise não encontrou evidências que liguem o uso recreativo de opioides ao aumento do risco de AVC.

“O uso de drogas ilícitas é um fator de risco evitável para AVC”, afirmou recentemente Megan Ritson ao jornal The Guardian.

Considerações finais

Esses resultados reforçam a importância de políticas públicas direcionadas e de campanhas educativas sobre os riscos do consumo de drogas recreativas. Além disso, profissionais da saúde podem usar essas informações para melhorar o aconselhamento e os cuidados a pacientes em risco.

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Matéria original: https://www.sciencealert.com/one-illicit-drug-may-nearly-triple-stroke-risk-in-under-55s

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