Descoberta de Crânios de Baleias na Bélgica
Há quarenta anos, um adolescente que procurava fósseis com seu pai encontrou um crânio de baleia em uma praia na Bélgica. Além disso, outro duo pai e filho achou mais um crânio de baleia, completamente diferente. Recentemente, um estudo liderado pelo Instituto de Ciências Naturais de Bruxelas revelou que esses crânios são evidências fundamentais de um encontro violento entre tubarões e baleias ocorrido entre 4 e 5 milhões de anos atrás.
Marcas de Mordidas Reveladas pelo Micro-CT
Esse método de análise mostrou fragmentos de dentes de tubarões presos dentro dos crânios, indicando mordidas agressivas. Por exemplo, uma baleia do gênero Casatia sp., aparentemente, foi atacada por um parente antigo do tubarão branco, o Carcharodon plicatilis. As marcas de mordida na testa sugerem que o tubarão tentou morder a cabeça da baleia.
Em contrapartida, o outro crânio pertence a um pequeno parente das baleias-direitas, Balaenella brachyrhynus, já extinto. Ele foi mordido por um tubarão da espécie Hexanchus griseus, conhecido como tubarão-cabeça-chata. Além disso, havia uma marca longa e profunda atribuída possivelmente ao parente do tubarão branco. Entretanto, a localização das mordidas do H. griseus sugere que o tubarão estava se alimentando de um cadáver, e não realizando um ataque predatório.
Interpretação dos Marcadores de Mordida
Segundo a paleontóloga Olivia Lambert, autora principal do estudo, “a posição das marcas na parte superior do crânio da baleia-direita indica que o animal provavelmente já estava morto quando o tubarão se alimentou de seus restos e estava em posição de barriga para cima, algo comum em baleias falecidas”.
Implicações Ecológicas e Evolutivas
Atualmente, nenhuma das espécies de tubarões mencionadas habita a costa do norte da Europa, indicando mudanças ecológicas significativas naquela região do Mar do Norte. Além disso, o Carcharodon plicatilis está extinto, excetuando sua linhagem compartilhada com o tubarão branco atual.
Portanto, essas descobertas representam um passo inicial para o entendimento das mudanças na disponibilidade de presas no sul do Mar do Norte e da perda dos grandes tubarões predadores naquela área.
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Matéria original: https://nautil.us/what-sharks-attacked-5-million-years-ago-1279396/






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