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Os Segredos Profundos do Nautilus

Descubra os segredos profundos do náutilo e como esses cefalópodes evoluíram para sobreviver em ambientes marinhos profundos e frios.

Nautilus

As Transformações Evolutivas dos Nautilus

O tempo evolutivo provocou mudanças significativas nesses cefalópodes com conchas. Além disso, foi uma época em que os predadores oceânicos mais formidáveis incluíam parentes gigantes dos lulas, todos protegidos por conchas em espiral. Por exemplo, entre 485 e 444 milhões de anos atrás, durante o período Paleozoico, esses “náutiloides” eram abundantes e diversificados. Portanto, como algumas espécies sobreviveram à extinção do fim do Cretáceo, eles ainda existem hoje, funcionando como lembretes dos ecossistemas marinhos antigos.

Comportamentos Atuais Diferentes dos Ancestrais

Entretanto, um estudo recente liderado por Peter D. Ward, da Universidade de Washington, juntamente com uma equipe internacional, demonstrou que os náutiloides modernos, como Nautilus spp. e Allonautilus spp., apresentam hábitos distintos dos seus ancestrais. Além disso, os pesquisadores usaram transmissores com sensores de temperatura para acompanhar o comportamento diário desses animais, revelando as profundidades onde ocorriam a eclosão, crescimento juvenil e maturidade sexual.

Durante suas vidas, os Nautilus mudam a profundidade da água em até 200 metros. Além disso, a análise isotópica de conchas modernas e fósseis forneceu um perfil do crescimento em relação à temperatura da água. Os resultados mostraram que as espécies extintas amadureciam em águas muito mais quentes do que as atuais.

Adaptações ao Ambiente Marinho Profundo

As temperaturas oceânicas foram mais elevadas do Cretáceo ao Mioceno, mas como os Nautilus modernos habitam águas mais profundas, eles vivem em ambientes mais frios. Portanto, os pesquisadores sugerem que eles evoluíram para localizar alimento usando quimiorrecepção nas profundezas escuras, em vez da visão. As conchas atuais também apresentam maior espessura, uma possível adaptação para suportar a maior pressão da água em profundidades maiores.

Abundância e Resistência às Alterações Ambientais

Surpreendentemente, os Nautilus modernos são mais abundantes do que qualquer espécie única de peixe, o que os autores atribuem à pressão da pesca nessas áreas. Além disso, eles podem estar se beneficiando da redução das populações de seus principais predadores, como tubarões e peixes ósseos. Ademais, graças ao metabolismo baixo, esses animais conseguem se adaptar melhor às alterações ambientais, incluindo mudanças na temperatura e química dos oceanos.

Portanto, podemos afirmar que os Nautilus atuais não são simplesmente “fósseis vivos”, mas espécies que estão se mantendo firmes diante das mudanças ambientais.

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Matéria original: https://nautil.us/the-deep-secrets-of-the-nautilus-1279692/

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