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O Que Aconteceu com os Insetos Gigantes de 300 Milhões de Anos?

Descubra o que ocorreu com os gigantes insetos de 300 milhões de anos e como o oxigênio influenciou seu tamanho. Entenda as recentes descobertas científicas sobre esses mega-insetos.

Insetos Gigantes

Gigantes Insetos do Passado

A Terra já abrigou insetos gigantes, parecendo até cenas do filme “Infestation”. Entretanto, essa comparação exagera um pouco. Esses insetos não tinham o tamanho de carros, porém existiam exemplares semelhantes a efêmeras com envergaduras de asas de 45 cm e “griftonflies” semelhantes a libélulas, com asas de até 71 cm.

O Papel do Oxigênio na Dimensão dos Insetos

Devido ao seu tamanho e ao alto consumo de energia necessário para vencer a gravidade durante o voo — além do fato de que eles não possuem pulmões, pois o oxigênio chega por meio de tubos traqueais semelhantes a pequenos canudos —, cientistas teorizaram que esses insetos antigos precisavam de uma concentração extra de oxigênio para abastecer seus músculos de voo. Portanto, acredita-se que o tamanho dos insetos seja limitado pela quantidade de oxigênio que difunde através desses tubos traqueais e, consequentemente, pela concentração atmosférica de oxigênio.

Por exemplo, durante o período Carbonífero Superior, cerca de 300 milhões de anos atrás, o nível de oxigênio na atmosfera atingia aproximadamente 30%, enquanto hoje esse valor é de cerca de 21%.

Novas Descobertas Desafiam Teorias Antigas

Entretanto, um novo estudo publicado na revista Nature mostra que os grandes griftonflies (Meganeuropsis permiana) e outros insetos de tamanho avantajado poderiam ter sobrevivido mesmo com níveis menores de oxigênio.

Realizado por uma equipe de pesquisadores da África do Sul, Austrália, Alemanha, Irlanda e Estados Unidos, o estudo utilizou microscopia eletrônica para analisar os detalhes dos músculos de voo de insetos modernos. Além disso, eles examinaram 44 espécies de insetos voadores para verificar se os tubos traqueais poderiam limitar o suprimento de oxigênio.

Os resultados revelaram que, na maioria das espécies, independente do tamanho, os traqueolos nos músculos de voo ocupam 1% ou menos do espaço muscular. Além disso, insetos que crescem em ambientes com baixa concentração de oxigênio desenvolvem mais traqueolos. Portanto, os pesquisadores concluíram que o tamanho dos insetos voadores não se limita aos traqueolos. Em outras palavras, se um inseto gigante do Carbonífero precisasse de mais traqueolos, haveria espaço suficiente em seus músculos para acomodá-los.

Edward (Ned) Snelling, da Universidade de Pretória, explicou em um comunicado: “Se o oxigênio atmosférico realmente definisse um limite para o tamanho máximo dos insetos, haveria evidências de compensação no nível dos traqueolos. Existe alguma compensação em insetos maiores, mas é trivial diante do cenário geral.”

Por Que Esses Megainsetos Não Existiram Após o Carbonífero?

Primeiramente, eles não enfrentavam predadores como aves ou mamíferos, que surgiram posteriormente. Além disso, o grande tamanho tornou esses insetos mais vulneráveis à extinção, pois criaturas maiores tendem a ter maior risco de desaparecer.

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Matéria original: https://nautil.us/what-happened-to-the-ancient-bug-giants-of-300-million-years-ago-1279562/

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