Como Alguns Animais Sobrevivem ao Frio Intenso
Milhões de pessoas enfrentam atualmente temperaturas congelantes nos Estados Unidos. Além disso, algumas regiões correm risco de “árvores explosivas” — mas elas não são o que você imagina. Essas condições extremas podem ser muito perigosas para quem não está acostumado ao frio ou não conta com aquecimento eficiente em casa. Afinal, os humanos não evoluíram fisicamente para suportar baixas temperaturas com facilidade.
Entretanto, algumas espécies desenvolveram adaptações inteligentes para sobreviver em ambientes gelados:
Sapo-de-madeira: o mestre do congelamento e descongelamento
Por exemplo, o sapo-de-madeira congela durante o inverno e descongela na primavera. Eles habitam florestas que abrangem desde a Nova Inglaterra, pelos Apalaches, até o Canadá e Alasca. Além disso, são os únicos sapos que vivem ao norte do Círculo Ártico. Para passar pelos meses mais frios, eles se refugiam no chão da floresta, entre folhas. Então, sua respiração e batimentos cardíacos cessam. O gelo se acumula em seu corpo; entretanto, eles impedem que ele se forme dentro das células — o que seria mortal — por meio do acúmulo de ureia e glicose. Essas substâncias funcionam como um antifreeze natural, permitindo o estado de dormência por até oito meses.
Agora, pesquisadores estão investigando como as oscilações drásticas de temperatura causadas pelas mudanças climáticas podem afetar esse mecanismo peculiar do sapo-de-madeira.
Peixes de gelo: sobreviventes dos mares antárticos
Nas águas geladas da Antártica, os peixes de gelo usam proteínas antifreezes especiais que aderem aos cristais de gelo e impedem que eles cresçam. Essas espécies possuem sangue relativamente fino, o que garante seu fluxo mesmo nas baixas temperaturas, já que não produzem hemoglobina nem glóbulos vermelhos. Dessa forma, o oxigênio alcança os tecidos do peixe, aumentando suas chances de sobrevivência. Essa adaptação confere às suas células uma aparência translúcida.
Verme do gelo: o pequeno gigante das geleiras
Os vermes do gelo não apenas sobrevivem, como prosperam em ambientes frios. Eles se alojam em geleiras de Washington, Alasca, Oregon e Colúmbia Britânica. Com pouco mais de dois centímetros, esses vermes derretem a partir de 4°C — daí seu nome latino Solifugus, que significa “fugidor do sol”. Além disso, se deslocam com facilidade entre cristais de gelo graças a pequenos pelos que funcionam como ganchos para segurar o gelo, uma adaptação útil até para os humanos ao caminhar em calçadas congeladas. Ao entardecer, sobem à superfície da geleira para se alimentar de algas da neve. Porém, com o derretimento das geleiras pela mudança climática, seu habitat está cada vez mais ameaçado.
Tardígrados: os invencíveis extremos
Qualquer lista de animais resistentes deveria incluir os tardígrados, também chamados de ursos d’água. Esses pequenos animais microscópicos habitam todos os lugares do planeta — de fontes termais escaldantes a lagos antárticos. Eles suportam temperaturas de até -200°C e mais de 150°C. Além disso, resistem a radiações intensas, incluindo aquelas encontradas no espaço. Em condições extremas, enrolam-se em uma bola, secam e entram em estado de dormência para resistir ao ambiente hostil.
A hibernação e nossa sobrevivência no frio
A hibernação permite que muitos animais resistam a ambientes gelados. Entretanto, para nós humanos, essa ainda não é uma solução prática para enfrentar o inverno rigoroso.
Para conhecer outras adaptações incríveis da natureza e entender como o estresse afeta o corpo humano, confira nossas matérias sobre 3 maneiras comprovadas para reduzir o estresse e a inteligência animal em nosso portal.
Matéria original: https://nautil.us/these-animals-are-expertly-adapted-to-the-cold-1264317/





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