Encontrado túnel cavado a mão pelos judeus

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Arqueólogos e cartógrafos descobriram um túnel cavado, em sua grande maioria, pelas mãos de 80 judeus. Eles tentavam escapar de um antigo campo de extermínio nazista na Lituânia, cerca de 70 anos atrás.

Túnel cavado a mão. A região chamada hoje de Paneriai, detêm poços utilizados anteriormente como covas coletivas. Nessas covas foram enterrados corpos de até 100.000 pessoas durante o Holocausto. Informações reportadas por Nicholas St. Fleur, para o The New York Times.

Utilizando radares e ondas de rádio eles fizeram uma varredura sob o solo. Com isso descobriam a passagem de cerca de 30 metros de comprimento entre 1,5m e 3m de profundidade.

Anteriormente, em 2004, uma outra equipe tentou encontrar a estrutura subterrânea, mas localizaram apenas a ‘entrada’ do túnel. A nova descoberta, no entanto, segue da entrada até a saída. Ela também fornece provas que apoiam o angustiante esforço por sobrevivência que motivou a escavação do poço.

O que nós fizemos não foi só resolver um dos maiores mistérios da história do Holocausto, nos também mostramos um dos maiores problemas com esses tipos de campos, sobre quantas covas coletivas exatamente existem ali”,

Disse o arqueólogo Richard Freund, da Universidade de Hartford, em Connecticut. Ele é um dos líderes da equipe. Dr. Freund e seus colegas descobriram uma abertura que continha cinzas de cerca de 7.000 pessoas. Algo que seria a 12ª cova já identificada em Ponar.

História

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Entre 1941 a 1944, dezenas de milhares de judeus, vindo da cidade vizinha de Vilnius, foram trazidos para Ponar. Essa pessoas eram mortas à queima-roupa e seus corpos eram jogados ou enterrados em covas coletivas.

stima-se que 100.000 pessoas, entre elas 70.000 judeus, morreram em Ponar ao longo de quatro anos. Em 1943, quando ficou claro que os soviéticos tomariam a Lituânia, os nazistas começaram a esconder as provas dos assassinatos em massa. Eles forçaram um grupo de 80 judeus a exumar os corpos, queimá-los e enterras as cinzas. Logo, após meses, quando o trabalho foi concluído, esses prisioneiros acreditavam que também seriam executados. Por isso, desenvolveram um plano de fuga.

Cerca da metade do grupo passou 76 dias cavando um túnel entre as covas utilizando as mãos e colheres. Assim, em 15 de abril de 1944, na última noite de Páscoa, eles se arrastaram por meio da passagem em direção a uma floresta. O barulho alertou os guardas, que perseguiram os fugitivos. Dos 80, apenas 12 conseguiram escapar, enquanto que 11 sobreviveram a guerra para contar suas histórias, segundo os pesquisadores.

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