Emulsificantes encontrados em diversos alimentos favorece crescimento de câncer

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Emulsificantes comuns usados em alimentos diários, incluindo pão, margarina e doces podem estar por trás do enorme aumento no câncer de intestino, afirmam os cientistas.

Emulsificantes, que são adicionados na maioria dos alimentos processados para ajudar a textura e prolongar a sua vida útil, alteram bactérias intestinais.

Especialistas temem que os aditivos podem estar contribuindo para aumento de bactérias “más” no intestino, interrompendo o equilíbrio saudável no órgão.

Esta alteração provoca inflamação dentro do intestino, que fornece aos tumores um ambiente habitável para crescer, sugere nova pesquisa.

Pesquisas anteriores descobriram que os microrganismos que vivem no estômago são um fator determinante para a doença inflamatória intestinal.

Doença de Crohn e colite ulcerativa, duas das formas mais comuns da doença, são conhecidos por ajudar o crescimento tumoral.

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A inflamação causada pela doença já foi detectada por alterar os níveis de bactérias “más” e é encontrado em muitos casos de câncer colorretal.

Mas agora os pesquisadores dos EUA acreditam que os emulsificantes podem ser parcialmente responsáveis por essa ligação. Isso pois eles promovem a tumorigênese do cólon – a produção de tumores.

É a segunda forma mais comum de morte por câncer no Reino Unido, atrás somente do câncer de pulmão.

Pesquisadores da Georgia State University alimentaram camundongos com dois emulsificadores mais usados.
Foram administrados polissorbato 80 ou carboximetilcelulose em doses semelhantes às da maioria dos alimentos processados.

Especialistas descobriram que consumir os aditivos mudou drasticamente a composição bacteriana do estômago. Eles também descobriram que provoca inflamação de baixo grau. Algo que permitiu as células cancerosas prosperar e crescer.

Opinião dos cientistasemulsificantes

“A incidência de câncer colorretal tem crescido acentuadamente desde meados do século 20”, afirmou Dr. Emilie Viennois, investigadora principal da pesquisa.

“Uma característica fundamental desta doença é a presença de uma microbiota intestinal alterada que cria um nicho favorável para a tumorigênese”.

Os pesquisadores dos EUA estão agora testando para ver o que desencadeia a alteração e a maneira exata como ela pode causar câncer.

Os resultados foram publicados na revista Cancer Research.

 

Fonte: Daily Mail

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