Dr. John Peever, da Universidade de Toronto, vem trabalhando para responder a uma das maiores questões da humanidade: como sonhamos?
Ele descobriu que uma determinada área do cérebro é responsável por esse fenômeno e que os problemas com sonhos normais podem ser um sinal de alerta precoce para doenças, como por exemplo, a doença de Parkinson.
Seus resultados foram apresentados no Encontro Canadense de Neurociências de 2017, o encontro anual da Associação Canadense de Neurociências – Associação Canadense de Neurociências (CAN-ACN).
Desde a década de 1960, o tronco cerebral tem sido conhecido por estar envolvido no controle do ato de sonhar durante o sono REM (Rapid Eye Movement).
Dr. Peever desde então encontrou as células responsáveis pelo sonho, chamados neurônios REM-ativos. Mais importante ainda, a equipe aprendeu a controlar essas células em roedores e no processo do sonho.
Como disse Dr. Peever: “Quando nós ativamos essas células, isso causa uma rápida transição para o sono REM”. Com esse conhecimento em mãos, sua equipe examinou disfunções nos sonhos, como o distúrbio do comportamento do sono REM em humanos.
Incrivelmente, a equipe revelou um link para um determinado grupo de doenças neurodegenerativas.
“Observamos que mais de 80% das pessoas que sofrem de distúrbio do sono REM eventualmente desenvolvem sinucleinopatias, como a doença de Parkinson e demência de corpos de Lewy. Nossa pesquisa sugere que distúrbios do sono podem ser um sinal de alerta para doenças que podem aparecer alguns anos mais tarde.”
🔥 Melhores Promoções do Dia
⏰ Oferta válida por 24 horas
--:--:--
👉 Ver promoções agora
*Ofertas podem mudar ao longo do dia.
Dr. Peever espera que sua pesquisa possa eventualmente levar a uma estratégia neuroprotetora.
“Muito parecido com o que vemos em pessoas propensas ao câncer, o diagnóstico de distúrbios REM pode nos permitir oferecer aos indivíduos ações preventivas para mantê-los saudáveis muito antes de desenvolverem essas condições neurológicas mais graves”.
Este objetivo levará anos para se desenvolver ainda, mas poderia um dia ajudar milhares de pessoas a viverem saudáveis muito antes de eles precisarem de atenção médica séria.