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Truque de luz com 200 anos revoluciona criptografia quântica

Descubra como um truque óptico com 200 anos revolucionou a criptografia quântica, trazendo sistemas mais seguros e eficientes para comunicação digital.

criptografia quântica

Introdução à criptografia quântica

À medida que a comunicação digital acelera e as ameaças cibernéticas aumentam, pesquisadores buscam métodos mais seguros para o envio de informações. Além disso, a criptografia quântica surge como uma das abordagens mais promissoras, utilizando fótons individuais para gerar chaves de criptografia.

Nova abordagem na Universidade de Varsóvia

Um grupo da Faculdade de Física da Universidade de Varsóvia criou e testou um novo sistema de distribuição de chave quântica (QKD) em redes de fibra ótica urbana já existentes. Portanto, eles utilizam uma codificação de alta dimensão baseada no efeito Talbot, um conhecido fenômeno óptico.

Distribuição quântica de chaves: além dos qubits

O Dr. Michał Karpiński, chefe do Laboratório de Fotônica Quântica da universidade, explica que a pesquisa foca na distribuição de chave quântica (QKD), uma tecnologia que usa fótons individuais para estabelecer uma chave criptográfica segura entre duas partes. Entretanto, o método tradicional utiliza qubits — unidades simples de informação quântica — que podem não atender a aplicações mais exigentes. Por isso, o uso da codificação multidimensional com estados quânticos complexos, que apresentam múltiplos valores, tem ganhado destaque.

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Superposições de tempo-bin

No laboratório, os cientistas estudam superposições de tempo-bin de fótons, onde um fóton não é detectado apenas como chegando “cedo” ou “tarde”, mas como uma combinação dessas possibilidades. Além disso, o tempo exato da detecção é aleatório, e a informação se codifica nas relações de fase entre esses pulsos de luz.

Utilização do Efeito Talbot na comunicação quântica

O time recorreu ao efeito Talbot, fenômeno clássico da óptica descrito em 1836 por Henry Fox Talbot. Quando a luz passa por uma rede de difração, sua imagem se repete em intervalos regulares, como se “renascesse” a certa distância. Curiosamente, esse efeito ocorre não só no espaço, mas também no tempo, desde que uma sequência regular de pulsos de luz propague em um meio dispersivo, como a fibra ótica.

Maciej Ogrodnik, doutorando na Faculdade de Física, explica que, ao aplicar esse efeito a sequências de pulsos de luz, incluindo fótons individuais, o sistema permite que os sinais se reconstróem com eficiência ao longo do tempo durante a transmissão pelo cabo de fibra ótica. Assim, a interferência entre os pulsos depende de sua fase, o que possibilita identificar e medir diferentes estados quânticos.

Design simplificado do sistema de distribuição de chaves quânticas

Os pesquisadores construíram um sistema experimental capaz de operar em quatro dimensões. Importante destacar que todo o equipamento usa componentes comerciais disponíveis no mercado. Além disso, o sistema exige apenas um detector de fótons para registrar superposições de múltiplos pulsos, eliminando a necessidade de redes complexas de interferômetros, o que reduz custos e a complexidade técnica.

Esse avanço contribui para tecnologias confiáveis de comunicação segura, que se tornam cada vez mais essenciais na era digital. Portanto, a aplicação do efeito Talbot em criptografia quântica representa uma inovação significativa no campo.

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Matéria original: https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260401071933.htm

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