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Astrônomos Observam Colisão de Dois Planetas

Astrônomos observam uma colisão inédita entre dois planetas ao redor da estrela Gaia-GIC-1, revelando segredos da formação planetária e a origem da Terra e Lua.

Colisão de Dois Planetas

Estrela distante revela colisão planetária inesperada

Uma estrela distante, que teve seu brilho oscilando como uma vela que se apaga, levou astrônomos a uma descoberta espetacular. Além disso, a análise das mudanças estranhas na estrela Gaia-GIC-1, parecida com o Sol e localizada a cerca de 11.600 anos-luz, sugere que dois planetas bebês colidiram em sua vizinhança imediata.

Observação em tempo real da colisão

“É incrível que vários telescópios capturaram esse impacto em tempo real”, destaca o astrônomo Anastasios Tzanidakis, da Universidade de Washington.

Existem poucos registros de colisões planetárias e nenhum que se compare de forma tão similar ao impacto que formou a Terra e a Lua. Portanto, se conseguirmos observar mais momentos como esse em outras partes da galáxia, entenderemos muito mais sobre a formação do nosso mundo.

Ambientes caóticos nos sistemas planetários jovens

Sistemas planetários, especialmente nos seus primeiros anos, podem ser extremamente caóticos. Além disso, aglomerados de poeira evoluem para sementes de planetas — os planetesimais — sempre que as condições como densidade e gravidade permitem, independentemente dos demais objetos presentes ao redor da estrela jovem.

Isso provoca colisões frequentes, como os cientistas acreditam ter ocorrido em nosso Sistema Solar. Complementarmente, além das eras posteriores de intenso bombardeio por asteroides, acredita-se que um objeto do tamanho de Marte tenha colidido com a Terra, espalhando detritos em órbita que originaram a Lua.

Desafios para observar colisões planetárias

A evidência de colisões como essa em outras estrelas é difícil de obter. Colisões planetárias acontecem em escalas pequenas e ocorrem rapidamente, deixando apenas nuvens temporárias de poeira, difíceis de detectar pela distância galáctica.

Entretanto, com levantamentos recentes de grande escala, como o Gaia, astrônomos monitoram vastas regiões do céu, medindo frequentemente o brilho, as cores e as posições de inúmeras estrelas para identificar qualquer mudança.

Os sinais incomuns da estrela Gaia-GIC-1

As variações começaram a ser registradas há quase uma década. Além disso, Tzanidakis notou algo estranho ao analisar dados antigos.

“O brilho da estrela estava estável, porém em 2016 apareceram três quedas de luminosidade. Então, por volta de 2021, o comportamento ficou completamente louco”, explica ele.

“É importante ressaltar que estrelas do tipo do nosso Sol não apresentam essas variações. Quando vimos Gaia-GIC-1, pensamos: ‘O que está acontecendo?'”:

Características da estrela e implicações da colisão

Gaia-GIC-1 é uma estrela do tipo F, semelhante ao Sol, porém maior e mais quente. Com aproximadamente 1,7 vezes o raio solar e 1,3 vezes sua massa, localiza-se próxima à constelação de Puppis, nas regiões externas do disco da Via Láctea.

Apesar da idade exata ser incerta, a estrela aparenta estabilidade, estando na sequência principal e movida pela fusão do hidrogênio em seu núcleo. Estrelas do tipo F são geralmente estáveis e não apresentam as atividades intensas das anãs vermelhas, por exemplo, nem as flutuações estranhas presentes em estrelas em final de vida, como Betelgeuse.

Portanto, foi surpreendente observar um declínio de até 25% no brilho de Gaia-GIC-1, em um padrão nunca antes registrado.

Análise em diferentes faixas de luz

O astrônomo James Davenport sugeriu analisar Gaia-GIC-1 em infra-vermelho, e foi aí que os dados começaram a fazer mais sentido.

“A curva de luz no infravermelho foi o oposto completo da luz visível”, conta Tzanidakis. “Conforme a luz visível diminuía e oscilava, a luminosidade infravermelha aumentava, indicando uma nuvem de poeira quente proveniente da colisão dos planetas”.

Importância da descoberta

Em resumo, essa observação inédita oferece uma oportunidade rara para entender a formação planetária e os processos por trás da criação dos corpos do nosso sistema. Além disso, esse conhecimento pode impulsionar estudos em outros ramos, como os tratamentos de ansiedade ou os mecanismos de redução do estresse, ao avançar a compreensão sobre sistemas complexos.

Matéria original: https://www.sciencealert.com/completely-bonkers-astronomers-think-they-saw-two-planets-collide

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