Quanto custa um surto de sarampo? Entenda!

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A principal razão para prevenir um surto de sarampo é que o vírus pode matar pessoas, especialmente aquelas muito jovens para terem sistemas imunológicos completamente desenvolvidos.

Quando um vírus não produz mortes, é frequentemente tratado com menor importância. No entanto, um estudo de um único surto revela o preço pago pelo sistema público de saúde, desviando recursos de outras doenças e, possivelmente, provocando mortes indiretas como resultado.

Há uma razão pela qual médicos e cientistas odeiam os mitos anti-vacinação.

Em 13 de março de 2013, um adolescente que voltava de um feriado em Londres trouxe o vírus do sarampo para a cidade de Nova York. Uma vez em casa, esse indivíduo desencadeou um surto que infectou 58 pessoas e expôs 3.351 ao vírus no maior surto de Nova York em 20 anos.

Um aborto espontâneo foi atribuído à infecção, uma criança nasceu com a doença e outra contraiu pneumonia como complicação.

Funcionários do Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova York (DOHMH) entraram em ação. Eles entrevistaram as famílias dos pacientes para estabelecer sintomas e aprender com quem tinham estado em contato, conduziram testes específicos contra o sarampo e administraram vacinas a possíveis casos de exposição.

Ao calcular os recursos utilizados para evitar que o surto continuasse a crescer, um artigo no JAMA Pediatrics fornece uma boa indicação do custo de surtos semelhantes.

O custo

A primeira autora, Dra. Jennifer Rosen, do DOHMH, relata que 10.054 horas de serviço das equipes foram utilizadas, com um custo de US$ 394.448,00 para o Departamento, e todas tiveram que ser desviadas de outros usos.

Um editorial de acompanhamento observa que os departamentos de saúde em cidades menores não seriam capazes de reunir recursos semelhantes.

Em 2014, os Estados Unidos tiveram 667 casos de sarampo, o maior número desde que a doença foi eliminada localmente em 2000. Desde essa eliminação, surtos, como em Nova York, envolveram indivíduos trazendo a doença de outros países.

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Mesmo dimensionada para grandes casos, a estimativa de custos pode não parecer muito alarmante – ela é pequena se comparada ao custo de trazer uma nova medicação para o mercado, por exemplo.

No entanto, este é o custo para um sistema de saúde pública sobrecarregado – algo que deve ser suportado pela sociedade através do pagamento de seus impostos. Não inclui o custo de tratar os infectados nem os dias de folga para os pais.

Todos, exceto um dos infectados, não foram vacinados, a maioria porque seus pais haviam se recusado, mas 12 porque eram jovens demais. Um pequeno aumento na taxa de não-vacinação teria provocado mais infecções e mais portadores para infectar outras, transformando um surto controlado em uma epidemia, com custos exorbitantes, novamente financiados pela sociedade.

Grupos anti-vacinas argumentam que a decisão de não vacinar é privada, mas até agora nenhum deles se ofereceu para cobrir esses custos públicos.

Fonte: IFLS

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