Notícia Alternativa
Notícia interessante é Notícia Alternativa - Ciência/Saúde/Cultura/Tecnologia

Lagartixa brasileira evoluiu rapidamente após construção de barragem

0 830

A construção de uma barragem no centro do Brasil estimulou a evolução extremamente rápida de lagartixa da região.

Em apenas 15 anos, a cabeça dos lagartos cresceram – uma adaptação que lhes permite comer uma variedade maior de insetos disponibilizados pela criação da barragem.

O achado pode representar outras mudanças rápidas de evolução em todo o mundo à medida que os seres humanos continuam a alterar drasticamente a paisagem natural.

A partir de 1996, a barragem inundou uma série de vales na região brasileira de Cerrado, criando cerca de 300 ilhas.

Link 100% seguro

Muitas das maiores espécies de lagartixas da área desapareceram das novas ilhas, provavelmente porque não havia comida suficiente para sustentar suas necessidades energéticas.

Mas uma pequena lagartixa de tamanho de libélula chamado Gymnodactylus amarali – um comedor de cupins (comum em toda a área inundada) sobreviveu em pelo menos algumas das ilhas.

Isso criou uma oportunidade: espaço e alimento, já que os predadores maiores desapareceram.

Mas havia um funil. Essas lagartixas tinham cabeças pequenas – apenas 1 centímetro de largura – e alguns dos cupins eram quase do mesmo tamanho.

Comê-los apresentou um desafio. Seria como um gato tentando colocar um esquilo na boca.

Para descobrir se as lagartixas conseguiram se adaptaram, Dra. Mariana Eloy de Amorim, ecologista evolucionária da Universidade de Brasília, e colegas compararam alguns animais das cinco ilhas isoladas com os coletados em cinco locais ao longo da borda do reservatório da represa, habitat que não estava isolado por inundações.

barragem Brasília
Construção da barragem alavancou rápida evolução da lagartixa.

Eles mediram os animais e investigaram sua alimentação através de análise estomacal.

Os resultados foram surpreendentes: apesar do curto espaço de tempo, as lagartixas da ilha tinham cabeças 4% maiores.

O trabalho foi publicado hoje na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Isso pode parecer uma pequena mudança, mas com uma boca maior, as lagartixas conseguiram comer cupins maiores, dando-lhes uma dieta mais variada.

Fonte: Science

Inscreva-se no Notícia Alternativa
Inscreva-se no Notícia Alternativa
Inscreva-se para receber mais notícias e atualizações
Você pode desativar quando quiser