Industria do tabaco interfere em regulamentações de saúde, diz OMS

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Os fabricantes de cigarros estão tentando frustrar os controles governamentais sobre o cigarro sempre que possível, descobriu um novo relatório da Organização Mundial da Saúde.

As autoridades mundiais de saúde também alertam para que as empresas de tabaco tenham movido sua luta para o mundo em desenvolvimento, como a África, onde as taxas de tabagismo devem aumentar em dois dígitos nas próximas décadas.

“A interferência da indústria do tabaco na formulação de políticas governamentais representa uma barreira mortal para o avanço da saúde e do desenvolvimento em muitos países”, disse Dr. Douglas Bettcher, diretor do departamento da OMS para a prevenção de doenças não-transmissíveis.

“Mas, ao monitorar e bloquear tais atividades, podemos salvar vidas e semear sementes para um futuro sustentável para todos”.

As doenças relacionadas ao tabaco são a principal causa evitável de morte em todo o mundo.

Os produtos matam mais de 7 milhões de pessoas por ano – mais do que HIV /Aids, tuberculose e malária combinados. Os efeitos da substância também são dispendiosos.

Os pesquisadores acreditam que o dano relacionado ao tabaco custa ao mundo US $ 1,4 trilhão em custos de saúde e perda de produtividade.

Uma investigação recente do jornal The Guardian descobriu que as empresas de tabaco, incluindo o British American Tobacco (BAT), ameaçavam sob países africanos com ações judiciais domésticas e comerciais se determinadas medidas contra o tabagismo são implementadas.

BAT diz que não é contra todos os regulamentos, mas precisa agir de tempos em tempos.

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“O epicentro desta epidemia se mudou para o mundo em desenvolvimento”, disse a Dra. Vera Luiza da Costa e Silva, chefe do secretariado da convenção da OMS.

“Os países de baixa e média renda lutam para combater uma indústria do tabaco que busca novos mercados, muitas vezes através de interferência na elaboração de políticas de saúde pública”.

Recomendações contra o cigarro

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aos países que estabeleçam seis regulamentos que os funcionários da saúde consideram críticos para reduzir o tabagismo:

1- Sistemas para monitorar as taxas de tabagismo;

2- Leis para proteger as pessoas do fumo passivo;

3- Ferramentas para ajudar as pessoas a pararem de fumar;

4- Advertências sobre os perigos do uso do tabaco;

5- Aplicação de proibições de publicidade;

6- Aumento dos impostos sobre os produtos do tabaco.

Fonte: The Guardian

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