Fósseis descobertos na Alemanha clareiam a evolução humana – Entenda!

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Pesquisadores na Alemanha descobriram fósseis de uma espécie de primata desconhecida anteriormente, que parecia ter o andar ereto.

O estudo foi publicado quart-feira (6 de novembro) na Nature. Os fósseis, datados de quase 12 milhões de anos, sugerem que o bipedalismo pode ter evoluído em um ancestral comum de humanos e outros grandes símios que vivem na Europa, e não em ancestrais humanos mais recentes na África, como muitos pesquisadores supunham.

A descoberta “muda drasticamente o porquê, quando e onde a evolução do bipedalismo”, disse à Reuters a co-autora Dra. Madelaine Böhme, paleobióloga da Universidade de Tübingen, na Alemanha.

Existem muitas hipóteses sobre a evolução do bipedalismo, mas muitas assumem que a caminhada ereta apareceu em nossos ancestrais há cerca de 6 a 8 milhões de anos atrás – possivelmente como uma adaptação a uma redução na cobertura florestal que ocorreu na África Oriental na mesma época.

O novo conjunto de ossos, desenterrado de um poço de barro na Baviera entre 2015 e 2018, tem cerca de 11,62 milhões de anos e pertence a vários primatas do tamanho de um babuíno, membros de uma espécie que os pesquisadores denominaram Danuvius guggenmosi.

Os membros mostram uma combinação incomum de características anatômicas indicativas da capacidade de se mover, balançando pelas árvores e andando na posição vertical.

“Foi surpreendente para nós perceber durante o processo de pesquisa como certos ossos eram semelhantes aos humanos, em oposição aos grandes símios”, diz Böhme em um comunicado, relata o The Guardian.

A evolução humana

Os fósseis poderão ajudar os pesquisadores no estudo da evolução dos hominídeos de maneira mais geral, escrevem os autores em seu artigo.

“Com um tórax largo, coluna lombar longa e quadris e joelhos estendidos, como nos bípedes, e membros anteriores alongados e totalmente estendidos, como em todos os primatas (hominóides), o Danuvius combina as adaptações dos bípedes e fornece um modelo para ancestral comum de grandes símios e humanos”.

Fonte: The Scientist

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