Pular para o conteúdo

Pesquisadores flagram a incrível Enguia pelicano caçando – Assista aqui!

enguia pelicano

Qual seria o resultado do cruzamento de um pelicano com uma enguia? Provavelmente algo próximo da enguia pelicano apropriadamente chamada de Eurypharynx pelecanoides, um peixe de aparência bizarra com um corpo esbelto e uma cabeça que infla como um balão.

A enguia pelicano prefere viver entre 500 e 3000 metros abaixo da superfície dos mares tropicais e temperados, e por isso é raramente vista ou fotografada por seres humanos.

Isso dificulta o estudo do comportamento do animal em busca de pistas sobre o motivo dela ter uma cabeça tão estranha.

Agora, os pesquisadores fizeram o que acreditam ser a primeira observação direta em vídeo de uma enguia pelicano caçando. Pesquisadores pilotaram um submarino a uma profundidade de 1000 metros no Oceano Atlântico, a cerca de 1500 quilômetros da costa de Portugal, perto de uma constelação de ilhas conhecidas como Açores.

A equipe avistou a enguia não apenas inflando a cabeça para formar uma bolsa para capturar presas, mas também ativamente caçando e nadando atrás de peixes menores.

Pesquisas anteriores tinham formulado a hipótese de que essas enguias inflam suas cabeças para atrair suas presas ou criar um grande buraco no qual a comida poderia cair da coluna de água, mas esses estudos contavam com evidências do conteúdo estomacal de enguias mortas.

A nova evidência em vídeo sugere que as enguias assumem um papel muito mais ativo na busca de comida: explorando o ambiente ao redor, perseguindo presas e inflando suas cabeças para maximizar a probabilidade de engoli-las.

Miniatura do vídeo

No início deste mês, outra equipe de pesquisadores capturou uma enguia pelicano em câmera com um submarino não tripulado na costa do Havaí. Mas esse vídeo mostra apenas a inflação e a deflação da cabeça da enguia, não o comportamento de caça.

Os cientistas esperam gravar mais imagens da enguia pelicano e de outras criaturas do mar não estudadas para entender melhor a história evolutiva de suas características esquisitas, e como elas usam essas adaptações incomuns para sobreviver em ambientes hostis bem abaixo da superfície.

Fonte: Science

Compartilhe

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.