Edição genética consegue produzir filhotes com DNA de dois machos – Entenda!

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Pela primeira vez, pesquisadores usaram edição genética para criarem ratos através de dois pais. Nenhuma fêmea contribuiu para a composição genética dos roedores.

Essa reprodução incomum ocorreu em um laboratório onde os pesquisadores reuniram as células-tronco dos pais e as usaram para produzir embriões que foram implantados em mães substitutas.

A técnica exigia que os cientistas editassem os genes dos animais para que os ratos amadurecessem o suficiente para nascerem. Mesmo assim, filhotes de ratos com apenas pais morreram alguns dias após o nascimento, relatam pesquisadores em 11 de outubro na Cell Stem Cell.

Em contraste, pesquisas anteriores e este estudo mostraram que alguns ratos geneticamente modificados com apenas mães podem sobreviver até a idade adulta e ter seus próprios filhos.

Os pesquisadores fizeram os experimentos para saber porque os mamíferos podem se reproduzir sexualmente – exigindo dois pais do sexo oposto – enquanto outros vertebrados, incluindo perus, cobras e tubarões, às vezes se reproduzem com apenas um dos pais, diz o coautor do estudo Dr. Qi Zhou, da Academia Chinesa. das Ciências em Pequim.

As fêmeas dessas espécies podem às vezes fazer que um óvulo não fertilizado produza descendentes, um processo chamado partenogênese.

Pesquisadores já produziram um zebrafish com apenas o DNA de um pai individual. Mas ninguém até agora relatou ter conseguido reprodução exclusivamente masculina ou androgênese com mamíferos.

Qual a razão dessa pesquisa com edição genética?

Fazer mamíferos de pais do mesmo sexo também pode ajudar espécies ameaçadas que têm animais de apenas um sexo, diz Özpolat.

Por exemplo, o último rinoceronte branco macho morreu no início deste ano, deixando apenas duas fêmeas. A edição de genes pode ajudar os pesquisadores a trazerem de volta os rinocerontes brancos.

“Pode ser muito caro e pode não funcionar para todas as espécies, mas é algo”, diz Özpolat. Quanto aos casais humanos do mesmo sexo que esperam ter um bebê biológico juntos, ela diz: “esse é um futuro distante no momento”.

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Zhou acrescenta que pode ser muito perigoso tentar a técnica nas pessoas. Não há garantia de que as regiões impressas envolvidas na reprodução dos ratos sejam as mesmas envolvidas na reprodução humana. De qualquer forma, ele diz, “aplicar essa técnica ao humano não é um dos nossos objetivos”.

Fonte: Science News

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