Primeira expedição fotografou imagens do recém descoberto recife de coral da Amazônia.

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Há uma vasta gama de corais, esponjas do mar e peixes, mas até agora, o misterioso recife da Amazônia, de 9.500 quilômetros quadrados, permaneceu inexplorado.

Pesquisadores do Greenpeace visitaram pela primeira vez o Recife da Amazônia, numa tentativa de documentar a criatura marinha desconhecida que vive na região. A ONG espera que suas descobertas impeçam as companhias de petróleo perfurar na região.

O recife na Amazônia foi descoberto primeiramente em abril, depois que foi encontrado escondido sob águas obscuras. Uma equipe internacional de especialistas, liderada pelo Greenpeace, visitou agora o recife, que vai da Guiana Francesa ao Maranhão – uma área maior que as cidades de São Paulo ou Londres.

A equipe capturou as imagens deslumbrantes a 220 metros de profundidade com um submarino de duas pessoas.
Dr. Nils Asp, pesquisador da Universidade Federal do Pará, afirmou: “Este sistema de recifes é importante por muitas razões, incluindo o fato de possuir características únicas em relação ao uso e disponibilidade de luz e às condições físico-químicas das águas.”

“Possui um enorme potencial para novas espécies e também é importante para o bem-estar econômico das comunidades de pescadores ao longo da Zona Costeira Amazônica”.

Fotos:

The Amazon Reef lies at the point where the Amazon River meets the Atlantic Ocean, in the north of Brazil

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Researchers have visited the reef - which was only discovered last year - for the first time, and have revealed a vast array of corals, sponges and fish

Currently, only five per cent of the ecosystem has been mapped and life within much of the reef remains a mystery. But researchers want to have a better understanding of how this ecosystem works, including important questions like its photosynthesis mechanisms with very limited light

The reef system is important for many reasons, including the fact that it has unique characteristics regarding use and availability of light, and physicochemical water conditions The researchers used lasers to map the ecosytem - but so far have only managed to retrieve data on five per cent of the reef

The team captured the stunning images at 220 metres depth from a two-person submarine which was launched from the Esperanze boat (pictured in back) 

Atualmente, apenas 5% do ecossistema foi mapeado e a vida dentro de grande parte do recife continua a ser um mistério.

Enquanto especialistas começaram a estudar o recife, a área única já está sob ameaça de companhias de petróleo que já estão planejando explorar a área para perfuração de petróleo em potencial.

O rio Amazonas é a próxima fronteira para a exploração de petróleo nas águas brasileiras, e as companhias petrolíferas, incluindo a Total e a BP, mostraram interesse na área.

Thiago Almeida, um ativista do Greenpeace Brasil, afirmou: “Devemos defender o recife e toda a região na foz do rio Amazonas da ganância corporativa que coloca os lucros à frente do meio ambiente”.

Se as empresas petrolíferas tiverem autorização para perfurar a área, isso deixaria o recife vulnerável a um derramamento de óleo.

Esta é uma ameaça não só para o recife, mas para o ecossistema da bacia do rio Amazonas.

Bacia do rio Amazonas

A bacia do rio Amazonas é o lar de uma variedade de animais, incluindo o peixe-boi, a tartaruga amarela do rio Amazonas, golfinhos e lontras – uma espécie ameaçada de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza.

 

Fonte: Daily Mail

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