Jovens também sofrem casos severos de COVID-19

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Uma nova análise dos casos severos de COVID-19 nos Estados Unidos revela que, enquanto as pessoas mais velhas correm alto risco de ficar gravemente doentes, os jovens também podem ser atingido pela doença.

Dados iniciais da China, examinando os primeiros 44.000 casos do país, sugeriram que os casos mais graves e mortes causadas pelo COVID-19 ocorrem em adultos com 60 anos ou mais com condições subjacentes.

Mas a primeira análise de casos nos EUA não foi boa para os jovens. Dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, mostraram que 1 em cada 5 pessoas que chegam ao hospital têm entre 20 e 44 anos.

A análise do CDC, divulgada em 18 de março, abrange 2.449 casos relatados de 12 a 16 de março. Entre 508 pacientes que necessitaram de hospitalização, 20% tinham entre 20 e 44 anos. E das 121 pessoas que foram admitidas em uma unidade de terapia intensiva, 12% estavam nessa faixa etária.

Número de casos severos de COVID-19 deveria assustar os jovens.

A França e a Itália também estão relatando casos de adultos mais jovens que ficaram gravemente doentes com o coronavírus.

Consistente com outros estudos, o CDC descobriu que os pacientes com 65 anos ou mais ainda se saíram pior, representando 45% das hospitalizações, 53% das internações na UTI e 80% das mortes.

Pacientes com menos de 20 anos parecem ter sintomas mais leves. Poucas crianças ou adolescentes necessitaram de hospitalização e nenhuma morreu, segundo a análise.

Mas nem todos os casos incluíram informações suficientes para rastrear seus cuidados. Ainda não está claro se algum dos adultos mais jovens tinha condições de saúde subjacentes.

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Isso poderia aumentar o risco aparente para os adultos mais jovens. São necessários testes e rastreamento mais amplos para identificar melhor quem está em risco e orientar quais medidas as comunidades adotam para proteger grupos vulneráveis.

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Os novos números devem ser um alerta para os jovens, diz Dra. Aubree Gordon, epidemiologista da Universidade de Michigan em Ann Arbor.

“Eu não acho que entenderam a gravidade dessa situação”, diz ela. “Mesmo que eles não pensem que isso os impactará pessoalmente, eles precisam perceber que estão contribuindo para a transmissão geral e colocando muitas pessoas em risco”, diz ela.

Fonte: Science News

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