Audição é o último sentido a desaparecer antes da morte – Confira!

0 236

À medida que a consciência vai desaparecendo durante as horas finais da vida de uma pessoa, o cérebro continua a processar o som da mesma maneira que a de uma pessoa mais jovem.

O novo estudo foi publicado na revista Scientific Reports. Essa descoberta sugere que as palavras proferidas a um ente querido que não responde mais, deitado no leito de morte, são ouvidas e possivelmente compreendidas.

Os autores do estudo usaram a eletroencefalografia (EEG) para monitorar a atividade no cérebro de pacientes inconscientes nas últimas horas de sua vida em uma nursing home em Vancouver, e compararam isso com as leituras de EEG de outros pacientes que ainda estavam conscientes, além de compararem com pessoas saudáveis do grupo de controle.

Cada grupo ouviu uma série de sons em um padrão recorrente, mas com notas ocasionais que não seguiram a tendência geral. Os pesquisadores procuravam sinais cerebrais específicos – conhecidos como sinais MMN, P3a e P3b – que ocorrerem no cérebro quando se escuta sons anômalos.

Os pesquisadores observaram que “a maioria dos pacientes que não respondem mostraram evidências de respostas do MMN a alterações de tom, e alguns mostraram uma resposta de P3a ou P3b a alterações de tom ou padrão. Assim, seus sistemas auditivos estavam respondendo de maneira semelhante aos jovens saudáveis, apenas a algumas horas do final da vida.”

Equipamento de realidade virtual faz pessoas experimentarem “a morte” – Vídeo!

No entanto, embora o cérebro desses indivíduos a beira da morte ainda consiga reconhecer certos sons nos momentos anteriores à morte, não está claro se uma pessoa nesse estado pode conscientemente registrar palavras ou significados.

Em uma declaração, a autora do estudo, Dra. Elizabeth Blundon, explicou que os “cérebros dos participantes responderam aos estímulos auditivos, mas não podemos saber se eles se lembrariam, identificariam vozes ou entenderiam a linguagem”.

Apesar disso, a co-autora Dra. Romayne Gallagher insiste em que essa pesquisa dá credibilidade ao fato de que enfermeiros e médicos do hospício perceberam que os sons dos entes queridos ajudavam a confortar as pessoas quando elas estavam morrendo.

“E para mim, acrescenta um significado significativo aos últimos dias e horas de vida e mostra que estar presente, pessoalmente ou por telefone, é significativo. É um conforto poder dizer adeus e expressar amor.”

Portanto, palavras no leito de morte pode confortar o ente querido antes da morte.

Fonte: IFLS

Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência AceitarLeia Mais