Por que dietas restritivas falham e engordam a longo prazo

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Quem quer perder peso pode se sentir tentado a seguir uma dieta restritiva por um curto período na esperança de iniciar a perda de peso rapidamente.

Porém, tanto a psicologia quanto a fisiologia explicam por que essa estratégia é difícil de manter e provavelmente não leva à perda de peso sustentável.

O desafio das dietas restritivas

Estudos indicam que apenas cerca de 20% das pessoas que emagrecem com dietas conseguem manter o peso perdido a longo prazo. Psicólogos se dedicam há décadas a entender o motivo pelo qual as dietas fracassam com tanta frequência.

Uma hipótese é que as dietas envolvem regras alimentares rígidas, como evitar os alimentos que mais gostamos. O problema é que essas comidas — como chocolate, sorvete e salgadinhos — ativam o sistema de recompensa do cérebro, gerando sensações prazerosas.

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Quando esses alimentos são eliminados, perdemos esse prazer e isso pode disparar desejos intensos por comida, mesmo sem fome. Esses desejos, conhecidos como “food cravings”, são complexos e influenciados pelo humor, geralmente piorando em situações de estresse ou ao final do dia, quando estamos mais cansados e com menor força de vontade.

Esses desejos podem levar à compulsão alimentar, prejudicando quem tenta seguir uma dieta restritiva. Uma revisão científica mostrou que excluir alimentos favoritos da dieta aumenta os desejos por eles.

Embora esses padrões possam ser modificados com o tempo, eles explicam por que dietas restritivas e de curto prazo frequentemente falham. Dietas radicais podem fortalecer a vontade por alimentos proibidos, dificultando a adesão e até causando ganho de peso.

Falhas repetidas em dietas podem minar a autoconfiança, uma ferramenta psicológica crucial para mudanças comportamentais duradouras.

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A fisiologia por trás da fome e da saciedade

Especialistas em nutrição concordam que dietas restritivas a curto prazo não são eficazes para resultados permanentes. A fome (apetite) e a saciedade (sensação de estar satisfeito) são reguladas por complexos sinais fisiológicos que influenciam diretamente na perda de peso.

Quando seguimos dietas de muito baixas calorias, o corpo responde aumentando a fome, diminuindo a saciedade e reduzindo o gasto energético — ou seja, sua queima de calorias diminui.

O organismo também envia sinais de fome mais fortes ao cérebro para compensar a severa redução calórica, o que pode levar ao consumo excessivo de alimentos.

Do ponto de vista evolutivo, esses mecanismos ajudaram os antepassados a sobreviverem períodos de escassez alimentar. Hoje, eles explicam porque a restrição calórica severa muitas vezes provoca o reganho de peso. Estima-se que as pessoas recuperem entre 50% e 70% do peso perdido após a dieta.

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Além disso, nem toda perda de peso é de gordura: também há perda de massa muscular, o que é problemático já que o músculo é fundamental para o metabolismo e o gasto energético em repouso. Pesquisas indicam que a perda muscular está associada ao reganho de peso.

Matéria original: https://www.sciencealert.com/we-were-wrong-about-restrictive-diets-decades-of-research-says

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