Novo antibiótico é descoberto em local curioso – Entenda!

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À medida que a luta contra as bactérias resistentes a antibióticos continua cada vez mais difícil, os cientistas podem ter encontrado uma nova arma para combater algumas das piores superbactérias que conhecemos: um novo antibiótico chamado darobactina.

Esse novo antibiótico é capaz de combater apenas bactérias gram-negativas.

A darobactina levou dois anos de pesquisa para ser produzido – o composto foi descoberto nas bactérias Photorhabdus, espreitando dentro do intestino de minúsculos vermes parasitas conhecidos como nematóides.

A esperança é que a darobactina possa ser transformada em algo adequado para os seres humanos e nos dar novas opções para combater bactérias que desenvolveram resistência a antibióticos.

Bactérias gram-negativas

O que torna as bactérias gram-negativas tão teimosas é a membrana externa que essas células desenvolvem, que atua como uma barreira extra contra qualquer tipo de ataque.

A darobactina é especial porque rompe essa barreira ao interferir com a proteína BamA que controla o acesso à membrana externa.

“A darobactina se liga a essa proteína [BamA] e a congestiona, para que não possa mais abrir”, diz o microbiologista molecular Dr. Kim Lewis, da Northeastern University, em Massachusetts. “As bactérias não podem construir um envelope celular adequado, e isso causa a morte”.

Em experimentos de laboratório, o novo antibiótico foi capaz de curar ratos de infecções perigosas por Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, sem efeitos colaterais tóxicos.

Preparar a darobactina para humanos sem dúvida levará muito tempo, mas este é um começo promissor.

O nematóide que ajudou os cientistas

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Os pesquisadores identificaram o nematóide como um possível hospedeiro para um antibiótico eficaz, devido à maneira como esses vermes se alimentam no interior de animais. Eles precisam de bactérias que combatam patógenos semelhantes aos do intestino humano.

E isso faz da darobactina um candidato promissor ao uso humano – mesmo que os antibióticos de microbiomas animais não tenham sido bem-sucedidos em seres humanos antes. O Photorhabdus evoluiu por mais de 370 milhões de anos para combater bactérias gram-negativas.

Qualquer que seja a ajuda que possamos obter da darobactina, precisamos dela o mais rápido possível. As bactérias gram-negativas estão no topo de uma lista de “patógenos prioritários” que representam a maior ameaça à vida humana no momento.

“Estamos ficando sem antibióticos”, diz Lewis. “Precisamos procurar novos compostos sem resistência pré-existente na clínica ou na população”.

A pesquisa foi publicada na Nature.

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