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Ciência 18 de janeiro de 2026

Adolescência cria novos “hotspots” sinápticos no cérebro, revela estudo

Pesquisadores da Universidade de Kyushu descobrem hotspots sinápticos ocultos que se formam no cérebro adolescente, desafiando a teoria tradicional da poda sináptica e oferecendo novas perspectivas para doenças como a esquizofrenia.

Por Dr. Paulo Budri
4 min de leitura • Atualizado em 18/01/2026
Adolescência cria novos “hotspots” sinápticos no cérebro, revela estudo

Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, identificaram um hotspot sináptico até então desconhecido que se forma durante a adolescência.

A descoberta desafia a visão tradicional de que o desenvolvimento cerebral nessa fase ocorre principalmente por meio da poda sináptica.

A adolescência é um período crucial não apenas para o crescimento físico e social, mas também para a maturação do cérebro. Durante essa fase, habilidades cognitivas avançadas, como planejamento, raciocínio e tomada de decisões, continuam a se desenvolver. Ainda assim, os mecanismos que moldam as redes neurais nesse momento crítico permanecem pouco compreendidos.

O papel das sinapses no desenvolvimento cerebral

As sinapses são conexões funcionais entre neurônios que permitem a comunicação no cérebro. Por décadas, cientistas acreditaram que o número de sinapses aumentava na infância e diminuía na adolescência.

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Essa ideia sustentou a hipótese de que um excesso de poda sináptica — processo que elimina conexões fracas ou pouco utilizadas — poderia contribuir para o surgimento de transtornos neuropsiquiátricos. A esquizofrenia, caracterizada por sintomas como alucinações, delírios e pensamento desorganizado, tem sido frequentemente associada a esse mecanismo.

Nova pesquisa questiona a teoria da poda sináptica

No entanto, um novo estudo publicado em Science Advances em 14 de janeiro apresenta evidências que desafiam essa interpretação. A equipe da Universidade de Kyushu demonstrou que o cérebro adolescente não apenas elimina conexões, mas também forma novos agrupamentos densos de sinapses em regiões específicas dos neurônios.

Segundo o professor Takeshi Imai, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kyushu, essa descoberta surgiu de forma inesperada.
“Não estávamos investigando transtornos cerebrais”, explica.
“Ao observar o córtex cerebral de camundongos com uma ferramenta de alta resolução, ficamos surpresos ao identificar uma região com altíssima densidade de espinhos dendríticos.”

Uma camada cerebral estratégica

O córtex cerebral é formado por seis camadas que atuam juntas no processamento de informações. Os pesquisadores concentraram sua análise nos neurônios da Camada 5, responsáveis por integrar sinais de diferentes regiões e enviar informações para fora do córtex.

Esses neurônios funcionam como um ponto central de saída do processamento cortical, o que os torna essenciais para a organização das redes neurais.

Para estudá-los em detalhe, a equipe utilizou o SeeDB2, um agente de clareamento de tecido desenvolvido no próprio laboratório, combinado com microscopia de super-resolução. Essa abordagem permitiu mapear os espinhos dendríticos ao longo dos neurônios com um nível de precisão inédito.

Hotspot sináptico surge apenas na adolescência

A análise revelou um padrão surpreendente. Uma região específica do dendrito apresentava uma concentração incomum de espinhos dendríticos, formando um verdadeiro hotspot sináptico.

Esse hotspot não estava presente na infância, mas surgia exclusivamente durante a adolescência. Em camundongos com duas semanas de idade, os espinhos estavam distribuídos de forma relativamente uniforme. No entanto, entre três e oito semanas — período equivalente à transição da infância para a adolescência — ocorreu um aumento acentuado e localizado da densidade sináptica.

Com o tempo, esse crescimento concentrado levou à formação de um agrupamento sináptico denso e bem definido.

“Esses resultados indicam que a hipótese clássica da poda sináptica na adolescência precisa ser reconsiderada”, afirma Imai.

Implicações para esquizofrenia e outros transtornos cerebrais

A descoberta desse hotspot sináptico pode ajudar a explicar por que alguns transtornos cerebrais emergem durante a adolescência. Em vez de uma simples perda excessiva de conexões, alterações na formação e organização local das sinapses podem desempenhar um papel central no desenvolvimento dessas condições.

Segundo os autores, compreender melhor como essas estruturas surgem e se organizam pode abrir novos caminhos para o estudo de doenças neuropsiquiátricas e para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais precisas.

Matéria original: https://www.sciencedaily.com/releases/2026/01/260116085131.htm
Crédito: Takeshi Imai / Universidade de Kyushu

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