Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e sua administração propagam falsas e desmentidas alegações sobre as causas do autismo, pesquisas reais avançam no entendimento dessa condição.
Autismo: Verdades e Falsidades em Debate Político
Você poderia pensar que o grande destaque sobre autismo em 2025 foi a alegada relação entre o uso de paracetamol (acetaminofeno) na gravidez e a chance de uma criança ser diagnosticada com autismo ou TDAH. Quando a administração Trump sugeriu essa conexão pouco fundamentada, a reação da mídia, tanto de apoiadores quanto de críticos, foi rápida e intensa. O mesmo ocorreu quando o presidente repetiu afirmações há muito desacreditadas de que certas vacinas aumentam a probabilidade de diagnóstico de autismo em crianças.
A disseminação de informações incorretas por Trump é, a essa altura, problemática, porém previsível. O problema maior é que, ao transformar o autismo em uma questão política, a administração desvia a atenção do importante trabalho que está sendo realizado para melhorar o suporte às pessoas autistas.
O Crescimento dos Diagnósticos e as Complexidades do Tema
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É fato que os diagnósticos de autismo estão aumentando rapidamente e globalmente, com muitos especialistas atribuindo esse crescimento à ampliação dos critérios diagnósticos e ao acesso facilitado aos testes. Existem outras complexidades, como o conflito entre defensores do autismo que defendem a compreensão da condição pela ótica da neurodiversidade — enxergando o autismo como uma diferença que muitas pessoas autistas não gostariam de mudar se tivessem escolha — e aqueles que argumentam que o autismo, principalmente em casos mais graves que requerem cuidados constantes, deve ser tratado como uma deficiência.
Pesquisas Promissoras e o Futuro do Apoio ao Autismo
Nesse contexto, novas pesquisas, como aquelas que indicam a existência de subtipos de autismo, são fundamentais. Esses avanços podem abrir caminhos para uma compreensão mais específica do autismo e permitir um apoio direcionado a quem realmente necessita. Direcionar nossa energia coletiva para pesquisas que potencialmente ajudam as pessoas autistas é certamente um uso mais eficiente do tempo do que se perder no ruído político gerado por analgésicos comuns.
O autismo não deve ser tratado como uma questão partidária, apesar dos esforços de Trump. Tentativas nesse sentido precisam ser repudiadas.