Em um relatório publicado hoje na revista Nature, os pesquisadores descobriram os mecanismos pelos quais a droga psicoativa e viciante fenetilina, uma anfetamina, exerce seus potentes efeitos estimulantes.
Essencialmente, um componente da droga, teofilina, aumenta os efeitos das anfetaminas.
“Esta combinação melhora muito as propriedades da anfetaminas”, diz o co-autor e pesquisador do Instituto de Pesquisa Scripps, Dra. Kim Janda, em entrevista coletiva nesta semana, informou a Reuters.
“Então, isso agora faz sentido por que está sendo tão abusado”.
Ao explorar o modo de ação de fenetilina, os pesquisadores encontraram um método para uma vacina contra a droga em camundongos usando moléculas pequenas, induzindo anticorpos, chamadas haptenos que visam os componentes químicos da droga.
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Uma vez que os anticorpos para um produto químico específico são motivados por uma vacina, eles se ligam e impedem que a droga interaja com seus receptores no corpo, evitando assim os efeitos do medicamento conduzido por esse produto químico.
O uso de fenetilina é principalmente confinado ao Oriente Médio, onde aproximadamente 40 por cento dos usuários de drogas na Arábia Saudita são viciados na droga.
Segundo a Reuters, a droga inicialmente provocou o interesse da Dra. Janda por causa do uso que eles fizeram pelos jihadistas do Estado islâmico.
De acordo com o San Diego Union-Tribune, “combatentes da guerra civil síria e terroristas do Estado islâmico usaram a droga para aumentar sua capacidade de luta e diminuir o medo”.
O objetivo principal da Dra. Janda não foi desenvolver uma vacina para fenetilina, informou a Reuters. Em vez disso, ela e sua equipe usaram a abordagem de bloquear sistematicamente cada componente de drogas com haptenos para entender melhor como ela funciona.
“Mas, se houvesse interesse em desenvolvê-lo como vacina para humanos, poderíamos fazer isso”, acrescenta.