Super idosos: Estudo Revela Duas Vantagens Genéticas que Protegem a Memória na Velhice

Um estudo com mais de 18.000 pessoas revelou que os “Superagers” – indivíduos extraordinariamente resistentes à demência na terceira idade – possuem pelo menos duas vantagens genéticas essenciais.

Além de serem muito menos propensos a carregar uma variante genética associada a um maior risco de Alzheimer, essa população acima de 80 anos tem mais chances de portar uma variante ligada a um risco reduzido da doença.

O resultado indica que, embora os genes não sejam o único fator envolvido, a memória excepcional na velhice está, em parte, codificada no genoma dos super idosos.

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“Esta foi nossa descoberta mais impressionante”, afirma a neuropsicóloga Leslie Gaynor, do Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos.

“Embora todos os adultos que chegam aos 80 anos sem diagnóstico de demência exibam um envelhecimento excepcional, nosso estudo sugere que o fenótipo super idosos identifica um grupo especialmente notável de idosos com risco genético reduzido para a doença de Alzheimer.”

Memória Excepcional e Resistência à Demência

Superagers são pessoas cuja memória é excepcional para sua faixa etária, rivalizando com indivíduos décadas mais jovens.

Mas não é só a agudeza cognitiva que chama atenção: eles apresentam muito menos chance de desenvolver demência em comparação à população geral. Entender esse fenômeno pode oferecer pistas sobre os mecanismos da demência e estratégias para seu atraso ou mitigação.

“Com o crescente interesse nos super idosos”, destaca Gaynor, “nossas descobertas reforçam que o fenótipo super idosos será útil na busca por mecanismos que conferem resistência ao Alzheimer.”

O Papel dos Genes APOE

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É amplamente conhecido que a variante ε4 do gene Apolipoproteína E (APOE) é o maior fator genético de risco para Alzheimer, uma doença neurodegenerativa sem cura que causa perda progressiva da função cognitiva, geralmente na velhice. Em contrapartida, a variante APOE-ε2 está associada a um risco significativamente menor da doença.

Estudos de imagem mostraram diferenças na estrutura cerebral e na resistência às placas amiloides relacionadas ao Alzheimer entre superager e o restante da população. Gaynor, a analista genética Alaina Durant e outros cientistas analisaram o papel da genética nesse fenômeno.

Detalhes do Estudo

A pesquisa analisou dados de 18.080 participantes de oito grandes estudos sobre envelhecimento realizados nos EUA, incluindo testes de memória, função executiva, linguagem e habilidades visuoespaciais, além dos dados genéticos.

Super idosos foram definidos como indivíduos com 80 anos ou mais que apresentaram desempenho cognitivo superior à média de participantes cognitivamente normais entre 50 e 64 anos. O grupo incluiu 1.623 super idosos, 8.829 pessoas com Alzheimer e 7.628 controles cognitivamente normais.

Resultados Genéticos

Entre brancos não hispânicos, maioria dos participantes, os super idosos tinham 68% menos probabilidade de carregar a variante APOE-ε4 em comparação com pacientes de Alzheimer, e 19% menos do que controles cognitivos da mesma idade.

Além disso, os superidosos brancos não hispânicos eram 103% mais propensos a portar o alelo protetor APOE-ε2 em relação aos pacientes com Alzheimer, e 28% mais do que os controles.

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