Uma pesquisa recente revela que uma nutriente escondido no solo pode acelerar a regeneração das florestas tropicais em até duas vezes, além de aumentar significativamente o armazenamento de carbono.
Recuperação Florestal Acelerada pelo Nitrogênio
Estudo recém-publicado demonstra que as florestas tropicais voltam a crescer até o dobro mais rápido após o desmatamento quando o solo apresenta níveis adequados de nitrogênio. O que ocorre no subterrâneo tem papel fundamental para a velocidade da regeneração após a área ser desmatada.
O Maior Experimento Sobre Nutrientes e Regeneração
Cientistas da Universidade de Leeds lideraram o maior e mais longo experimento já realizado para investigar como os nutrientes influenciam a recuperação das florestas. A pesquisa focou em áreas tropicais previamente desmatadas para atividades como extração de madeira e agricultura.
🔥 Promoções do Dia Amazon
Termina hoje
👀 +120 pessoas clicaram hoje
👉 Ver promoções agora*Ofertas podem mudar ao longo do dia
Acompanhamento por Décadas
Foram selecionadas 76 parcelas florestais na América Central, monitoradas durante até 20 anos. Cada local possuía diferentes idades e tamanhos, permitindo acompanhar o crescimento e a mortalidade das árvores ao longo do tempo.
Testando Diferentes Nutrientes
Para avaliar o papel dos nutrientes, diferentes tratamentos foram aplicados: algumas áreas receberam fertilizantes nitrogenados, outras fósforo, algumas ambos, e outras nenhuma intervenção, possibilitando comparar diretamente o efeito dos nutrientes no crescimento das florestas.
O Nitrogênio Como Fator Decisivo
Os resultados evidenciaram que os nutrientes do solo influenciam fortemente a velocidade de regeneração. Nos primeiros 10 anos, áreas com nitrogênio adequado recuperaram-se quase duas vezes mais rápido que as sem nitrogênio. O fósforo isoladamente não provocou efeito semelhante.
Parceria Internacional e Publicação
💚 Apoie nosso site com R$0,50 via Pix
Escaneie o QR code abaixo e nos ajude:
É rápido, seguro e faz muita diferença ❤️
A pesquisa contou com equipes da Universidade de Glasgow, Smithsonian Tropical Research Institute, Yale, Princeton, Cornell, Universidade Nacional de Singapura e Instituto Cary de Estudos de Ecossistemas. Os achados foram publicados em 13 de janeiro na revista Nature Communications.
Impacto no Clima e na Reflorestação
O autor principal, Wenguang Tang, que realizou o estudo durante seu doutorado na Universidade de Leeds, afirmou: “Nosso estudo é animador, pois indica maneiras de aumentar a captura e armazenamento de gases de efeito estufa por meio da gestão dos nutrientes disponíveis para as árvores”.
Apesar de ter usado fertilizantes nitrogenados no experimento, os pesquisadores não recomendam essa prática em florestas, devido aos riscos de efeitos colaterais como a emissão de óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa.
Como alternativa prática, sugerem plantas da família das leguminosas, que enriquecem naturalmente o solo com nitrogênio, ou restaurar florestas em áreas que já possuem nitrogênio suficiente, por exemplo, influenciadas por poluição aérea.
Importância da Regeneração Rápida para o Clima
As florestas tropicais são reservatórios vitais de carbono, ajudando a mitigar as mudanças climáticas ao retirar carbono da atmosfera e armazená-lo nas árvores, processo conhecido como sequestro de carbono.
Os cientistas estimam que a falta de nitrogênio pode fazer com que cerca de 0,69 bilhão de toneladas de dióxido de carbono deixem de ser armazenadas anualmente em jovens florestas tropicais, volume equivalente a dois anos de emissões de gases do Reino Unido.
Relevância Política Pós-COP 30
O estudo foi divulgado semanas após a COP 30 no Brasil, onde foi anunciado o fundo Tropical Forest Forever Facility (TFFF), iniciativa que visa apoiar países com florestas tropicais a proteger e restaurar suas áreas.
A investigadora principal, Dra. Sarah Batterman, professora associada da Escola de Geografia da Universidade de Leeds, destaca: “Nossos resultados têm implicações diretas para a compreensão e manejo das florestas tropicais como soluções naturais para o clima. Evitar o desmatamento deve ser prioridade, mas entender os impactos dos nutrientes no carbono também é crucial.”