Entenda finalmente: Por que a doença renal é tão perigosa para o coração

Cientistas descobriram que rins doentes liberam pequenas partículas que viajam até o coração e causam danos graves. Essa descoberta pode levar à detecção precoce e ao desenvolvimento de novos tratamentos para prevenir insuficiência cardíaca em pessoas com doença renal crônica. Crédito: Shutterstock

Pesquisadores revelaram um motivo crucial pelo qual mais da metade das pessoas com doença renal crônica morrem devido a complicações cardíacas. De acordo com uma nova pesquisa, rins danificados liberam uma substância na corrente sanguínea que prejudica diretamente o coração.

A descoberta, realizada por pesquisadores do UVA Health e do Mount Sinai, pode ajudar os médicos a identificarem pacientes de alto risco mais cedo e abrir caminho para tratamentos que previnam ou retardem a insuficiência cardíaca em pessoas com doença renal.

“Doenças renal e cardíaca podem se desenvolver silenciosamente, sendo muitas vezes detectadas apenas após o dano já ter ocorrido”, afirmou a pesquisadora Dra. Uta Erdbrügger, médica e cientista da Divisão de Nefrologia da Universidade da Virgínia. “Nossos achados podem ajudar a identificar pacientes em risco de insuficiência cardíaca mais cedo, permitindo tratamentos antecipados e melhores resultados.”

Risco de Insuficiência Cardíaca na Doença Renal Crônica

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A doença renal crônica afeta mais de 1 em cada 7 americanos, ou aproximadamente 35 milhões de pessoas nos EUA, segundo o National Institutes of Health. A condição é especialmente comum em pessoas com outras doenças, como diabetes e hipertensão. Cerca de 1 em cada 3 pacientes com diabetes e aproximadamente 1 em cada 5 com pressão alta também apresentam doença renal.

Médicos sabem há tempos que doença renal crônica e doenças cardiovasculares estão intimamente relacionadas, com danos renais mais graves associados a piores resultados cardíacos. Porém, entender o motivo exato tem sido difícil, já que muitos pacientes apresentam fatores de risco comuns, como obesidade e hipertensão, o que complica a determinação do papel direto dos rins na lesão ao coração.

Uma Causa Específica dos Rins Identificada

Até agora, não havia sido identificado um fator específico dos rins que causasse dano direto ao coração. O novo estudo liderado por Erdbrügger e colegas aponta para um culpado claro: os rins doentes liberam partículas minúsculas chamadas “vesículas extracelulares circulantes” na corrente sanguínea.

As vesículas extracelulares são produzidas por quase todas as células e normalmente atuam como mensageiras, transportando proteínas e outros materiais entre as células. Em pacientes com doença renal crônica, essas vesículas carregam pequenas moléculas de RNA não codificante, chamadas miRNA, que os pesquisadores descobriram serem tóxicas para o tecido cardíaco.

Provas em Laboratório e em Pacientes

Em camundongos de laboratório, impedir a circulação dessas vesículas extracelulares levou a melhora significativa da função cardíaca e redução dos sinais de insuficiência cardíaca. A equipe também analisou amostras de plasma sanguíneo de pessoas com doença renal crônica e voluntários saudáveis, encontrando vesículas prejudiciais apenas nos pacientes com doença renal.

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“Os médicos sempre se perguntaram como órgãos como rins e coração se comunicam. Demonstramos que as vesículas extracelulares dos rins podem viajar até o coração e serem tóxicas”, disse Erdbrügger. “Estamos apenas começando a entender essa comunicação.”

Rumo à Detecção Precoce e Novos Tratamentos

Os resultados indicam que, no futuro, um exame de sangue poderá identificar pessoas com doença renal crônica que estão em maior risco de desenvolver sérios problemas cardíacos. Além disso, tratamentos que bloqueiem ou neutralizem essas vesículas podem ser desenvolvidos para reduzir seus efeitos nocivos no coração.

“Nossa esperança é criar novos biomarcadores e opções terapêuticas para pacientes renais em risco de doença cardíaca”, concluiu Erdbrügger. “Potencialmente, nosso trabalho poderá melhorar a medicina personalizada para pacientes com doença renal crônica e insuficiência cardíaca, garantindo tratamentos mais eficazes e adequados a cada caso.”

Matéria original: https://www.sciencedaily.com/releases/2026/01/260120095116.htm

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