Em 2026, teremos uma avalanche de novidades sobre galáxias, afirma Chanda Prescod-Weinstein, empolgada para descobrir tudo o que essas informações poderão nos revelar.
2026 promete avanços incríveis no estudo das galáxias
Não tenho autoridade para fazer essa afirmação, mas vou arriscar: 2026 será o ano das galáxias.
Além do início completo da pesquisa Legacy Survey of Space and Time, do Observatório Vera C. Rubin, a NASA planeja lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que promete revolucionar nossos estudos. Ambos os instrumentos foram projetados para observar galáxias e realizar um verdadeiro censo galáctico, explorando suas formas e comportamentos.
Minha previsão é que nos próximos meses e anos receberemos muitas notícias empolgantes sobre galáxias.
Confesso que no começo da minha carreira, o meu interesse por galáxias era limitado às que possuem núcleos galácticos ativos (AGN), aquelas que abrigam buracos negros supermassivos engolindo matéria com tal intensidade que emitem muita luz quase chegando ao horizonte de eventos. O que eu achava fascinante eram esses buracos negros, e não as galáxias em si.
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Durante meu doutorado, precisei estudar várias disciplinas sobre galáxias e percebi como o assunto era complexo e difícil de entender. Galáxias são classificadas conforme suas formas — que, por sua vez, possuem subcategorias dentro de subcategorias, criando um sistema que pareciam caótico e pouco intuitivo.
Se eu pudesse voltar no tempo, diria para mim mesma que justamente esses desafios para categorizar as formas — o que parece complicado — são exatamente o que tornaria o estudo das galáxias tão fascinante.
As dificuldades e as surpresas na classificação das galáxias
Um dos motivos para essa dificuldade é que enxergamos as galáxias apenas em imagens bidimensionais. Não as vemos em 3D nem percebemos sua rotação, tão lenta em proporção à escala que dificilmente podemos observá-la. Assim, nossas classificações ainda dependem bastante do gosto e julgamento científico.
“A forma da galáxia parece ser um marcador interessante de sua história evolutiva – galáxias elípticas tendem a conter estrelas mais antigas.”
O astrônomo Edwin Hubble criou um sistema de classificação ainda usado hoje, que agrupa galáxias em três formatos principais: espirais (como a Via Láctea, com um bojo central), elípticas (com formato elipsoidal tridimensional) e lenticulares (com centro semelhante às espirais, porém sem braços espirais visíveis).
Gérard de Vaucouleurs aperfeiçoou essa classificação ao introduzir subcategorias, auxiliando na busca por padrões entre galáxias. Há cem anos, porém, os dados disponíveis eram limitados, e só recentemente descobrimos que grande parte da matéria das galáxias é invisível, o que complica ainda mais a compreensão total desses sistemas fascinantes.